Estive ausente por um tempo...os planos de regresso a casa...os planos de renovação do futuro ninho...os planos de uma nova entrada no CV profissional... os planos de mais tempo com a família e a concretização desses mesmos planos afastaram-me mas nesta semana li um artigo acerca das pessoas que se aventuraram a mudar de País e o seu regresso e dei por mim a pensar;
Não nas diferenças entre países porque existem coisas boas e coisas más em todos eles, vantagens e desvantagens e a única coisa que podemos fazer é adaptarmos-nos a elas. Não o que dei por mim a pensar foi em como essa experiência me mudou enquanto pessoa, enquanto filha, irmã, amiga, colega ou até mesmo como cara-metade.
Não foram mudanças radicais, foi mais um sentido de segurança, um sentido de que me conheço melhor a mim mesma. Existe sempre uma dúvida acerca do que e de quem somos, do que é mesmo nosso e do que foi sendo adicionado pelo ambiente que nos rodeia. Dá-nos uma perspectiva diferente de nós mesmos.
Ao contrário do que certas pessoas pensam não é uma oportunidade para passarmos a ser um livro em branco, não nos vamos reinventar do zero. Não nos transformamos em novos escritores porque continuamos a ser nós mesmos com toda a nossa história, conquistas, medos e inseguranças é, isso sim, uma oportunidade de descobrirmos quem é afinal na realidade o escritor. E o que queremos fazer com esse conhecimento.
Dei por mim a pensar que nunca concordei tanto com a frase: "Home is where your heart is!"